terça-feira, 27 de março de 2012

O início do segundo período

A primeira aula de PIPE já começa com um mega trabalho.Dayane,professora de física e PIPE,separou a sala em grupos de três alunos.Cada membro do grupo terá uma função específica que são: pesquisar uma metodologia de ensino,criação de um blog e a apresentação de uma aula que no meu caso é nível fundamental(6ª).
A escolha do tema foi através de sorteio,onde meu grupo ficou com "Ar: suas propriedades  e composição".Apesar da simplicidade do assunto,tive uma extrema dificuldade na busca de um método de ensino comprovado através de um artigo científico.

Divisão do nosso trabalho foi a seguinte:Estou responsável pela pesquisa da metodologia,Igor na elaboração do blog e acréscimo do mesmo enquanto a Priscila dará a aula em si.
Deve-se entender um conjunto de atividades ligadas à procura, pelos alunos, de possíveis respostas a uma problemática construída coletivamente. A partir do tema proposto aos alunos por meio de perguntas e desafios no começo de cada atividade, os alunos se depararão com questões que não teriam surgido sem essas situações, e a partir das quais poderão, após reformulação, surgir problemas cuja solução constituirá para eles o interesse da aula.
Durante essas atividades os alunos, aos poucos, construirão o conceito desejado do ar. As práticas de comunicação tanto orais quanto escritas, relativas à prática experimental, são promovidas durante essas atividades. Elas dão lugar a uma atividade recursiva e percepção, fazendo parte da conceitualização.
O uso dos sentidos permite perceber o vento (ar em movimento) é uma primeira evidência de que o ar existe. Os alunos progressivamente estabelecerão a existência de uma matéria que não é visível, que permite ser conservada, que é capaz de se deslocar e mesmo de agir em estado imóvel.
Segue o estudo da matéria: o ar, seu caráter pesado. Será estabelecido que o ar é pesado (que tem massa). Será encontrada outra matéria invisível, o vapor de água. Constrói-se aos poucos a noção do estado gasoso. Considerações sobre a adaptação dos seres vivos a seu ambiente permitem que o ar seja considerado vital (respiração, circulação).
Uma das propriedades do ar é colocada em evidência – a compressibilidade. O estudo do ar do ponto de vista químico (combustão, modelo particular) permite aprofundar o conhecimento da matéria. O encontro com outros gases (oxigênio e nitrogênio) tanto na química quanto nas ciências da vida permite progredir na construção da noção de estado gasoso.
Por fim, estudos como o da fotossíntese dos vegetais e das condições de criação de animais levarão a considerar o ar como ambiente de vida.
Ser capaz de evidenciar que os espaços freqüentemente qualificados de “vazios” estão cheios de ar. Saber realizar e  interpretar algumas situações simples em que se percebe que: o ar é capaz de se deslocar;e não desaparece e não aparece: se der a impressão de que desaparece de um lugar é porque se deslocou para outro lugar.
Conhecimento e habilidades que gostaríamos que fossem adquiridos, saber diferenciar os estados da matéria por meio de algumas de suas propriedades pois o ar é matéria em estado gasoso; imaginar e em seguida implementar um roteiro experimental para responder a um questionamento.
O professor organiza uma discussão coletiva sobre as idéias dos alunos sobre o ar.Foco nas representações dos alunos sobre o ar.

Aqueles que utilizam aulas ricas, dinâmicas e com conteúdos fazem uso da inteligência; os que empregam o "conteudismo" usam a força. Por meio do "conteudismo" os alunos podem até tirar boas notas nas avaliações, mas não transformarão as informações em conhecimento e o conhecimento em prática.Infeliz será o destino daquele que der suas aulas diariamente, conquistar os objetivos que lhe foram atribuídos pelo extenso programa, e não cultivar o
espírito da audácia, aproveitando o êxito; porque o resultado será perda de tempoe estagnação geral: não houve aprendizado.
 Donde a afirmação: o professor lúcido planeja suas aulas com bastante antecedência; o bom professor prepara seus meios para executar as aulas e levar seus alunos a um aprendizado útil para a vida diária.Se não for de interesse prático do aluno, o conteúdo não deve ser ministrado. Se não houver condições propícias para dar a aula, não recorrer ao conflito, ao autoritarismo. Se não se estiver estimulado com os conteúdos que ensina, não estimulará, por conseguinte, os alunos.

Bibliográfia: "Metódos de dar aula"-Maurício Apolinário.Este artigo é um texto final de um dos 13 capítulos do livro  "A Arte da Guerra para Professores" (Pedagogia, 2007).

Mas no fim,ficou decidido uma simples renovação dos métodos tradicionais, utilizando os slides e experiências simples.
Primeiramente ocorreu no dia 19 de março apresentação da base do trabalho,depois terá a apresentação do blog que será criado e só depois de tudo isso, terá a aula.Não existe um projeto de aula ideal,mas é necessário uma certa percepção do professor para perceber o melhor caminho para ensinar-dependendo claro, da matéria em si e de seus alunos.